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A Gioconda (Mona Lisa) de Leonardo Da Vinci

Neste artigo da Biografia de Leonardo, vamos falar na que é provavelmente a obra de arte mais famosa e importante de todos os tempos, conhecida aqui no Brasil como Mona Lisa, originalmente do italiano Gioconda.

Mona Lisa - A Gioconda

Após voltar para Florença, veio um período na vida de nosso gênio que trouxe à luz, a Mona Lisa e o também o retrato de Ginevra Benci, única obra das mãos de Leonardo encontrada hoje fora do continente europeu, na Galeria Nacional de Washington.

Sobre a Mona Lisa se escreveu ainda mais que sobre a Ceia; porém, conto Gombrich afirma, ainda vale a pena tentar esquecer toda aquela bagagem de informações a fim de buscar uma impressão pelo menos um pouco original: quem se anima a fazê-lo?

Assim que foi concluída, a Mona Lisa começou a tornar-se objeto de lenda, sobretudo pelo fato de parecer encerrar em si mesma nada menos que a alma do próprio Leonardo; as afinidades entre o artista e o quadro são de fato tão profundas que nenhuma outra obra acentua melhor o que existe de feminino, embora não de afeminado no temperamento do artista.

Na Mona Lisa, pelo menos como pensa Gombrich, Leonardo conseguiu alcançar a plenitude de um corpo vivo, de uma alma que fala a outras almas através do corpo.

Outros pintores italianos tinham logrado reproduzir corpos perfeitos, é verdade, mas talvez nenhum tivesse conseguido dotá-los de uma alma vivente e, o que era ainda mais difícil, de uma alma poderosa e sensível o bastante para falar e ou-vir, interrogar e ser interrogada, como acontece com a Mona Lisa.

Nesse quadro, também, Leonardo levou à perfeição a sua arte do esboço, do célebre "esfumado", aquela misteriosa aurora ou luz crepuscular que seduz quantos a contemplam, mais ocultando que revelando a sua essência.

Somente essa aura, única em toda a história da arte, pode explicar como séculos inteiros da mais exaustiva interpretação por parte de especialistas e diletantes, e a indiscrição de mil olhos inclinados sobre ela a cada instante, não tenham privado a Mona Lisa de seus encantos.

A maestria inigualável de Leonardo faz lembrar, nesse quadro, a crença primitiva nos totens e nos invocadores de espíritos; e assim como os espíritos dos animais eram aprisionados nas pinturas rupestres pelas mãos que as tinham traçado, também a alma da Mona Lisa parecia cativa para sempre do gênio florentino que a criou.

Com a Mona Lisa, a fama de Leonardo no seu retorno a Florença cresceu rapidamente; toda a cidade passou a desejar obras do artista, ou melhor, obras que servissem para imortalizar a própria cidade, a orgulhosa flor da Toscana, aquele museu e santuário da arte, exposto ao ar livre às margens do rio Arno.

Consciente de suas próprias realizações, inigualáveis sob muitos pontos de vista, Florença se empenhava em fazer-se reconhecer por seus filhos, aquela admirável geração que tinha vindo à luz entre o nascimento de Dante Alighieri e o do próprio Leonardo.

A Mona Lisa bastaria, por si só, para resumir uma das biografias mais difíceis de toda a história: a do próprio Leonardo; talvez isso explique o fato de que ela tenha sido uma espécie de patrimônio pessoal do artista, que a levou consigo para a França e dela se desfez apenas na certeza de ter encontrado no rei Francisco 1 uma alma afim da sua própria.

Como quer que seja uma das culminâncias da biografia de Vasari- a mais original, pitoresca e bela que jamais foi escrita sobre Leonardo - é justamente a descrição da Mona Lisa: como empalidecem outros estudos, mais ricos, aliás, de informação erudita, porém menos dotados de vida, se comparados a este!

Como apreciamos o italiano de Vasari, vigoroso e conduzido, aliás, em ritmo de deliciosa conversação, belo ainda quando cotejado com o de Ariosto, Cellini, e até mesmo o do próprio Leonardo! Quaisquer que sejam os esforços da crítica e da historiografia, ou os rumos que tomem os estudos específicos e as "biografias definitivas", ainda por serem escritas, podemos afirmar que ninguém jamais poderá ultrapassar o venturoso Vasari na descrição dessa vida, uma das mais originais que o homem conheceu.

Embora ele mesmo pareça ter consultado as anotações do discípulo de Leonardo, Francesco da Melzo, Vasari sempre foi e continuará a ser a fonte última, serena e fecunda do nosso conhecimento acerca de Leonardo da Vinci.

O Quadro Mona Lisa (Gioconda)

Gioconda obra de arte de Da Vinci

Efeito esfumado (sfumato):

Efeito sfumato no quadro Mona Lisa


Vamos agora ver um verdadeiro duelo de gigantes, quem foi melhor: Michelangelo ou Da Vinci ?

Última Ceia - História da Pintura de Leonardo da Vinci

Neste artigo, talvez um dos mais importantes dos site, vamos aprender sobre a obra Última Ceia, que retrata a Santa Ceia. Veremos como ela iniciou, seus problemas, atrasos, esboços e toda a história por trás desse famoso trabalho.

Estudar sobre a vida e obra de Leonardo Da Vinci, é ler sobre diversos assuntos e ao mesmo tempo (engenharia, artes, olho humano, literatura, anatomia, guerra...) pois a mente do gênio era inquieta.

No artigo anterior estávamos falando sobre Anatomia e Estudos Científicos, e sobre como esses assuntos iniciaram na vida de Leonardo.

Vamos pular drasticamente de assunto, e falar da Santa Ceia, pois era assim que a mente de Leonardo funcionava.

História da Pintura da Santa Ceia

Nessa mesma ocasião, Leonardo trabalhou em dois de seus retratos mais conhecidos: os das amantes de Ludovico, Cecilia Galerani e Lucrécia Crivelli.

A notável galeria ainda inclui os retratos de Beatriz d'Este, a esposa legitima do duque. Ainda demonstrando sua versatilidade e engenho, Leonardo realizou, a serviço dos Sforza, grandes trabalhos hidráulicos e mecânicos; ele empreendeu a construção de canais que não apenas serviram para estimular a navegação fluvial como também resultaram numa vasta rede de irrigação que fecundou a Lombardia e fez dela o celeiro da Itália.

Em termos artísticos, porém, a grande obra de Leonardo em Milão é a "Ceia". Apenas a "Gioconda" ou "Mona Lisa" recebeu mais atenção que essa obra; isso justifica, entretanto, aquela fina observação de Gombrich:

  • "Talvez não seja nenhuma verdadeira bênção para uma obra de arte ser tão famosa"


Porque sua reprodução desenfreada, em cartões postais, ilustrações de todo tipo, peças de propaganda, e até charges e caricaturas vio-lenta sua "aura", sua originalidade, roubando-lhe o caráter único e tornando praticamente impossível considerá-la com novos olhos.

Convém não esquecer que o excesso, e não a falta de informação, banaliza o nosso gosto contemporâneo e dificulta a formação de bons críticos de arte. Berenson foi um dos últimos, aliás.

A história da Ceia, entretanto, é cercada de episódios curiosos e ilustrativos do temperamento de Leonardo: o esboço final do quadro já era visto como miraculoso; o pintor chegava de manhã bem cedo ao Convento de Santa Maria das Graças, dos padres dominicanos, e permanecia absorto em seu trabalho até o anoitecer.

Também ocorreram desentendimentos entre Leonardo e o prior dos dominicanos, do mesmo modo como entre Miguel Angelo e o Papa Júlio II a respeito da Capela Sistina.

Indignado com a demora na conclusão do quadro, e com aquilo que lhe parecia negligência e puro ócio na atitude de Leonardo, o prior deu queixa ao duque; este advertiu Leonardo que não apenas apresentou uma prolongada explicação ao duque, o que não era seu costume, mas ainda ameaçou por sua vez colocar a cabeça do pobre prior no corpo de Judas - este era quase o único detalhe que ainda faltava; também estava incompleta a cabeça do Cristo.

O duque riu diante da ameaça, e concedeu a Leonardo todo o prazo de que ele precisasse; finalmente o artista encontrou a fisionomia que procurava, num bairro mal afamado da capital, o Borghetto.

Vasari conta que a Ceia tornou-se logo um centro de atração para milaneses e forasteiros; o momento escolhido por Leonardo - quando a traição de Judas é revelada - era carregado de tensão; e a suspeita parecia instalada no coração de cada um dos discípulos:


  • "Por isso se vê no rosto de todos eles o amor, o medo e o aborrecimento, ou melhor, a dor por não poder compreender o pensamento de Cristo. E isso não provoca menor maravilha que o reconhecimento do ódio, da obstinação e da traição de Judas, assim como do fato de que nem sequer o menor detalhe da obra deixa de exibir uma incrível diligência".


Apenas essa diligência, aliás, ou seja a busca incessante da perfeição, explica a demora da conclusão da obra, e a explicação de Leonardo ao duque, de que era difícil encontrar a cabeça ideal para as duas personagens mais importantes do sublime drama: Judas e o Cristo.

Pintura "A Última Ceia"

Quadro da Santa Ceia


Esboços e Estudos para Santa Ceia

Antes da obra final, Leonardo fez alguns estudos, pesquisas e esboços, que deram origem à famosa pintura:

Esboço da pintura Última Ceia
Apóstolo
Rosto de Jesus no quadro Santa Ceia
Esboço do rosto de Jesus Cristo

Ceia de Leonardo da Vinci
Esboço do rosto de Filipe
Pintura de Judas
Judas

Próximo artigo: Homossexualismo de Da Vinci


Mais fontes:
http://www.lairweb.org.nz/leonardo/supper.html