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Biografia Leonardo da Vinci

Resumo de Vida e Obra de Da Vinci
Bem vindos ao portal Biografia de Leonardo da Vinci!
Site totalmente dedicado ao gênio da Vinci.

Leonardo da Vinci (1453 - 1519), nascido em Florença, Itália, foi um dos maiores gênios que já existiram.

Ele se interessou por praticamente todos os campos de conhecimento humano, abrangendo as mais diversas ciências, além de ser um exímio artista, escultor e pintor da mais alta categoria.

Ainda hoje o mundo inteiro admira seus inventos, esboços e projetos de todo tipo, e seus quadros maravilhosos, como a Santa Ceia e a Mona Lisa.

Neste site, nos dedicaremos a estudar toda a vida e obra de Leonardo da Vinci.

"O objetivo mais alto do artista consiste em exprimir na fisionomia e nos movimentos do corpo as paixões da Alma" , Leonardo Da Vinci.

Vida e Obra de Da Vinci

  1. Quem foi Leonardo da Vinci
  2. As origens de Leonardo
  3. Educação artísticas de Da Vinci
  4. Como Leonardo da Vinci aprendeu a desenhar
  5. A mente do Gênio
  6. Engenharia, Ciência e Invenções
  7. Ludovico Sforza e a cidade de Milão
  8. Os olhos e as Artes visuais
  9. Anatomia e Experimentos científicos
  10. A Santa Ceia
  11. Homossexualismo
  12. Retorno para Florença
  13. Mona Lisa (A Gioconda)
  14. Briga acirrada: Michelangelo x Da Vinci
  15. Espiritualidade
  16. Impressionismo
  17. Vida Nômade
  18. Roma e César Bórgia
  19. França
  20. Renascença e Humanismo
  21. Morte
  22. Tratado da Pintura
  23. Escritos, textos, poesias e sonetos
  24. A Alma sensível de Leonardo
  25. Inventos e Máquinas

Michelangelo x Leonardo Da Vinci: Duelo de Gigantes

Após estudar e aprender sobre o quadro mais importante do mundo, o da Mona Lisa, vamos aprender sobre uma fase importantíssima na vida de nosso gênio

Duelo de Gigantes: Michelangelo ou Da Vinci ?

O retorno a Florença ainda proporcionou a Leonardo ocasião para medir-se, ainda que involuntariamente, com Michelangelo, o outro grande gênio filho da cidade que, aos trinta anos, já despontava como estrela de primeira grandeza no zênite da arte renascentista.

A prefeitura da cidade propôs os artistas a ilustração de algum feito militar memorável a de Florença, que servisse à decoração da grande sala do Conselho.

Para a realização da encomenda, Leonardo imaginou um mecanismo, uma espécie de estrado que se abaixava e levantava conforme a necessidade; ele também fez uso de suas próprias tintas, como fazia amiúde, ao invés de usá-las já prontas, como os outro artistas.

Essa mistura de tintas contribuiu, infelizmente, para a formação de escamas que acabou por arruinar toda a pintura, hoje conhecida apenas por um cartão; o mesmo aconteceu, ironicamente, com a obra de Michelangelo.

Leonardo escolheu como tema a batalha de Anghiari, na qual um estandarte é disputado a golpe de lança e a estocadas; os cavaleiros se atiram uns contra os outros num impulso incontido, e até os cavalos, soberbos animais no esplendor da vida, se entremordem furiosamente.

Pode-se sentir, quase, segundo os observadores, o cheiro forte de suas narinas resfolegantes e ouvir seus relinchos, ou então é o patear dos briosos corcéis.

Obra de arte de Leonardo Da Vinci


Leonardo soube envolver com sua maestria inigualável homens e animais no mesmo frenesi: já se disse, mesmo, que nesse quadro Leonardo associou a faculdade auditiva à visual, a fim de enriquecer ainda mais a impressão do espectador.

Michelangelo, ou Miguel Ângelo, ao contrário, preferiu tratar o mesmo tema de modo inédito: ventos um grupo de soldados que é surpreendido pela trombeta do alarma enquanto se banha num rio; assim, o artista apresenta uma sucessão magnifica de corpos desnudos, que exibem sua musculatura, transbordando de vida e beleza.

Embora elogiado por todos, Leonardo teve que ceder a palma da vitória a Michelangelo, pelo menos no juízo dos contemporâneos, o que magoou profundamente o pintor dos cavalos. Vale a pena ouvir o relato de Benvenuto Cellini sobre esse episódio singular:

"Esse esboço foi a primeira bela obra que Michelangelo mostrou de suas maravilhosas virtudes; e ele o fez em disputa com um outro que também pintava, Leonardo da Vinci; os esboços deveriam servir para a sala do Conselho da Prefeitura. Representavam a ocasião em que Pisa foi tomada pelos florentinos; e o admirável Leonardo da Vinci tinha escolhido mostrar uma batalha de cavalos em torno de uma bandeira; o que ele fez com mãos divinas. 
Miguel Ângelo Buonarroti, também conhecido por Michelangelo no seu esboço, apresentava um destacamento de infantaria que, por ser verão, se banhava no rio Arno; e nesse instante demonstra que o alarme foi tocado; e aquela infantaria desnuda corre para suas armas, e com tão belos gestos que jamais, nem entre antigos nem entre modernos, se viu obra que alcançasse tão elevada concepção; e isso ainda que o esboço de Leonardo fosse belíssimo e admirável".
Obra de arte de Michelangelo

Briga entre Michelangelo e Da Vinci

A inimizade entre Leonardo e Michelangelo, aliás, começou em Florença, foi continuar em Roma, e só terminou quando Leonardo partiu para a França, de onde jamais retornaria à sua Itália natal.

Como são comuns, aliás, na história da arte, e mais ainda na arte da renascença, tais amostras de ciúme e de rivalidade, mesmo entre os maiores artistas, justamente aqueles que parecem exceder a nossa medida ordinária!

Benvenuto Cellini, artesão encantador, é verdade, provido de mãos habilíssimas e de um gosto dos mais requintados, autor de obras-primas que despertavam admiração nos reis, vence de antemão essa disputa acumulando os elogios feitos a si mesmo no confronto com os demais artistas: a sua Autobiografia pulula de louvores dessa natureza; e com exceção do "divino Michelangelo", pouca gente merece o reconhecimento do temperamental Cellini, que além da oratória se provia de um arcabuz.

Nesse ambiente, por sua vez o escultor Sansovino fala mal de Michelangelo e, ao mesmo tempo, é censurado por Cellini porque falava muito bem de si mesmo; e o pintor Rosso Fiorentino desancava a reputação de Rafael a tal ponto que os discípulos deste último, profundamente ofendidos, queriam matá-lo a qualquer custo.

Rosso, porém, incorrigível difamador, ainda falava mal do arquiteto Antonio da San Gallo; também o escultor Bandinello detestava e invejava Michelangelo, ousando atribuir defeitos ao famoso Davi conservado hoje na Galleria Della Academia em Florença.

De quando em quando, em meio à intriga e à paixão, nem mesmo o arcabuz de Cellini bastava; e ele nos conta, magoado, que acabou perdendo uma grande encomenda do rei de França, Francisco I, graças a outro invejoso, o Primaticcio.

David, escultura de Michelangelo
Davi (ou David), escultura de Michelangelo

Resumo de Leonardo Da Vinci


Falaremos mais de Michelangelo no texto sobre Escritos de Leonardo Da Vinci.

As Artes Visuais de Leonardo Da Vinci

Sempre fascinado pelo olho humano, "a janela da alma", Leonardo continouem Milão os ensaios que já tinha começado em Florença, acerta das faculdades desse órgão.

O Olho Humano na visão de Leonardo

Para Leonardo da Vinci, esse é o órgão fundamental, que consola a alma de sua prisão corporal mostrando-lhe toda a variedade da natureza e das obras humanas.

Essa variedade, diz o artista, é tão grande que o olho jamais se cansa de a contemplar, e para nós a perda de outro sentido, o da audição, por exemplo, deve ser menos doloroso que a perda da visão, porque esta perda equivale a uma condenação perpétua num mundo de trevas.

Daí, desse verdadeiro culto do olho, provém o empenho de Leonardo na elaboração de espetáculos que lisonjeiem aquele órgão.

Típico dessa inclinação foi o engenho que ele construiu em honra do rei da França, seu futuro protetor Francisco I, em visita a Milão: encarregado da construção de algum engenho original e impressionante, ele se pôs a fabricar um leão mecânico, uma espécie de robô que marchava automaticamente, o qual, o qual, ao aproximar-se do rei, teve seu peito aberto por si só, mostrando-o cheio de lírios, a flore heráldica da monarquia francesa.

Obra e invenção


Como se isso não bastasse, numa sucessão de espetáculos inéditos e maravilhosos, verdadeiramente dignos da renascença italiana, ele comemorou as festas de núpcias de Galeazzo Sforza e Isabela de Aragão mediante um aparelho que recebeu o nome significativo de Paraíso: da máquina estranhíssima emergiam sucessivamente os sete planetas então conhecidos, todos representados por cantores vestidos a caráter segundo os preceitos da mais requintada poesia, cada um deles recitando versos.

Ainda fazendo dos aposentos reais o receptáculo de seu refinamento, Leonardo desenhou os ornamentos e fez executar as pinturas que serviam de adorno à câmara de Ludovico no castelo em Milão; ele fez construir também os banhos destinados à duquesa Beatriz, e ainda hoje o Museu do Louvre conserva enorme quantidade de ilustrações contendo folhagens, animais, carros e fantasias que ele compôs para aquelas festas.

O temperamento brejeiro de Leonardo, seu amor pela vida, sua busca incessante da beleza e do movimento, e o apreço com que ele encrava o convívio social, tudo isso se adequava perfeitamente a essas atividades.

Festejos

Não podemos nos esquecer do quanto as festas religiosas e profanas representavam para o homem da renascença, um modo geral.

Já nos tempos do Papa Bonifácio VIII, isto é, no final do século XIII, toda a Itália e a multidão dos peregrinos assistiam a magníficas pompas litúrgicas, que acompanhavam o culto dos santos, da Virgem Maria e do Filho de Deus.

O Papa Pio II, por sua vez, realizou em Viterbo, na segunda metade do século XV, uma Festa de Corpus Christi que permaneceu para sempre nos anais da cidade e da Igreja: fileiras de prelados, vestidos com seus mais belos paramentos, desfilaram a partir de uma esplêndida tenda montada diante de uma igreja menor, na direção da Catedral.

Em meio à profusão de cortinas, tapeçarias e guirlandas, o baldaquino sob o qual era abrigado o Santíssimo a tudo sobrepujava por sua beleza e luxo; viam-se, além disso, nos diferentes estágios da procissão, palcos montados às custas dos prelados, com atores vivos ou imagens, a presentação do Cristo sofredor entre querubins, a Última Ceia com a figura de São Tomás de Aquino, o arcanjo Miguel, fontes de vinho e orquestras de anjos, o túmulo do Cristo com a cena da ressurreição, e a tumba da Virgem defronte à Catedral; seguiu-se a Missa Solene e a Bênção.

Também, durante muito tempo, se falou nos festejos do Papa Alexandre VI, o famigerado papa Bórgia; e passou muito além das fronteiras da Itália a fama das festas oferecidas pelo Cardeal Pietro Riario em Roma, quando Leonora de Aragão passou por lá, como noiva de Hércules, príncipe de Ferrara.

No seu grande livro sobre a renascença italiana, fascinado pela riqueza e arte dessas festas, Jacob Burckhard diz que podemos apenas imaginar "o gosto daquele tempo, quando seres humanos apareciam nos festivais sob a forma de estátuas, colocadas em nichos ou pedestais, sobre pilares ou arcos do triunfo, e demonstravam estar vivos mediante o canto e a declaração"

 Qual não era a impressão desses petáculos sobre um grande espírito como o de Leonardo da Vinci, o que não deveria ele sentir ao ver sobre o palco uma bela criança coberta de tinta dourada desde a cabeça até os pés, representando o antigo deus do Amor!

Ao ver corais entoar hinos de loucos não aos santos, mas à deusa Diana e a deusa Juno; fato ocorrido durante as núpcias de Annibale Bentivoglio e Lucrécia d'Este!

Agora, vamos ler sobre como iniciou seu interesse em Anatomia e Experimentos Científicos.

O engenheiro Leonardo da Vinci

Muitos associam Leonardo somente com a arte, praticamente.
O que poucos sabem, e o que vamos falar neste texto de nossa Biografia de Leonardo da Vinci sobre sua carreira de engenheiro e inventor.

Leonardo da Vinci vai para Milão

Florença, entretanto, fervilhava de de artistas talentosos, e apesar do empenho de seu mecenas, a famosa família Médici, nem sempre era fácil vencer a concorrência.

Assim, no começo da maturidade, à beira dos trinta anos, Leonardo ouviu os apelos da Fortuna e percebeu que Florença já não bastava para o seu gênio; foi aí que ele voltou seus olhos para Milão, onde dominava Ludovico Sforza.

Eram comuns, aliás, essas mudanças de domicílio na Itália renascentista: à procura de novas impressões, de mecenas mais generosos ou mais dotados, e que lhes compreendessem melhor o gênio, os artistas migravam frequentemente de seu torrão natal para outras plagas.

Leonardo Da Vinci engenheiro


Benvenuto Cellini foi estudar durante um ano em Pisa, cujo cemitério era uma verdadeira obra de arte; dirigiu-se, depois, a Roma, e ainda trabalhou durante muito tempo na França como deveria fazer o próprio Leonardo da Vinci; a estrela de Miguel Ângelo (1475 - 1564) oscilava entre a capital da Toscana e a antiga capital dos Césares; e o mesmo pode ser dito do brilhante Rafael Sanzio (1483 - 1520); raramente um artista de renome permanecia a vida inteira no mesmo lugar.

Engenharia, Ciência e Da Vinci

Assim, Leonardo solicitou e obteve um lugar na corte milanesa apresentado-se, aliás, como engenheiro e não como pintor; talvez isso acontecesse porque somente os papas e, em menor escala, os Médicis que governavam Florença, podiam dedicar-se ao mecenato puramente artístico a par de suas atividades políticas e militares, ou então Leonardo apenas fez uso de seu senso prático, reconhecendo que, para a política mundana, mais vale um engenheiro, sobretudo aquele que fabrica artefatos de guerra, do que um pinto que pode oferecer apenas prazer estético.

Como quer que seja, o que nos surpreende nessa transação é a espantosa variedade de novos apetrechos militares apresentados por Leonardo: são pontes móveis, ligeiras e à prova de fogo, dotadas elas mesmas de lança-chamas;

Leonardo Inventor


Ademais, são minas demolidoras de altíssimo poder explosivo, uma espécie de escafandro primiti8vo, que permitiria adentrar fossos e perfurar o casco de barcos inimigos, escafandro este resistente e cômodo para quem o vestia.

Carros de guerra, precursores dos tanques modernos; canhões e morteiros de diferente tipo, assim como falsos soldados, manequins cogitados a fim de despistar o inimigo; barcos couraçados, resistentes ao canhoneio; infelizmente Leonardo não conheceu os lançadores de flechas e os lança-chamas chineses, nem os barcos couraçados daqueles orientais.

Seguem-se, entretanto, em caráter secundário, propostas de empreendimentos arquitetônicos destinados a embelezar Milão; projetos para a abertura de canais e a realização de obras de escultura em mármore, bronze e terracota: o ponto alto das propostas de cunho artístico feitas por Leonardo era uma estátua equestre em bronze que servisse para imortalizar a glória da casa Sforza;

Como noutros casos, o artista completou apenas o modelo em terracota desa grandiosa estátua, autêntica maravilha que despertava geral admiração, mas mesmo esse modelo foi dilacerado pelos arqueiros gascões do exército francês após a queda dos Sforza.

Cientista Leonardo da Vinci - Biografia


A Arte Desenhar de Leonardo Da Vinci

Neste artigo, vamos falar como Leonardo Da Vinci começou e cresceu na arte de desenhar, um de seus passatempos (ou trabalho, ou diversão...) favoritos.

Como Da Vinci Começou a Desenhar:
O Ateliê de Verrocchio

Dentre as disposições inatas de Leonardo, porém, a mais promissora foi, desde a sua mais tenra infância, a faculdade de desenhar.

Como que obcecado pelo órgão da visão, o mais nobre de todos, e ademais dispondo de mão habilíssima no manejo do lápis, do giz e do pincel, ele foi conduzido pelo pai quando ainda menino ao ateliè de Andrea Verrocchio (1435 - 1488), pintor e escutor, onde representaria o soberbo espetáculo de um gênio em formação: encantado com o traço firme de Leonardo, já manifestado em alguns cartões feitos ao acaso e como que por diversão no ambiente doméstico, o mestre o recebeu imediatamente como aprendiz.

Verrocchio já era conhecido por uma obra grandiosa, a qual lhe tinha sido encomendada pela República de Veneza: a estátua equestre de Bartolommeo Colleoni, cuja musculatura perfeita, movimento natural, o e sobejo heroísmo faziam evocar os monumentos similares que enchiam de orgulho a Roma antiga.

Tudo indica que no ateliê de Verrocchio o jovem aprendiz foi introduzido nos segredos da fundição do bronze e outros metais; Verrocchio tinha refinado sua mão, por assim dizer, após anos a fio fabricando todo tipo de objetos litúrgicos, de mobília, vasos e taças, e instrumentos musicais; sua oficina apresentava todos os aspectos do brilho artístico, do refinamento do gosto e do aperfeiçoamento das habilidades naturais.

Com esse mestre, Leonardo aprendeu a modelar imagens e estátuas mediante a observação de modelos desnudos e vestidos; conheceu o desenho de plantas e animais raros; e assimilou os princípios da perspectiva e do uso das cores, mais tarde conduzidos por ele à perfeição.

Leonardo ainda se esmerou no fabricar de cabeças de gesso, sobre as quais aplicava trapos úmidos e fazia estudos de sombreado, demonstrando seu fascínio pela forma e sua habilidade inigualável; diz-se que cada um daqueles esboços parecia feito por mão de mestre e possuía um não sei quê de original.

Dentre as influências recebidas no ateliê de Verrocchio, uma das mais duradouras foi a paciência maravilhosa com que Leonardo trabalhava as minúcias de alguns de seus desenhos, sobretudo aqueles destinados a servir de tema para tapeçarias.

Nessa época, o intercâmbio comercial e cultural da Lombardia com as províncias flamengas era o mais intenso que se possa imaginar: as célebres oficinas das Flandres não se contentavam com sua inventividade própria, mas encomendavam aos artistas florentinos novos temas com cenas de caça, de passeio ao livre, de paisagens florestais, montanhosas, e de flagrantes da vida palaciana e doméstica a fim de enriquecer a produção dos seus teares, cobiçada por toda a Europa.

A presenta da arte flamenga entre os italianos do norte da península serviu para afirmar a identidade nacional destes últimos, afastando-os da arte bizantina; assim, o grande compositor flamengo Dufay trabalhou na capela pontifícia, em Roma, e outro, Willaert, veio a fundar a escola de Veneza, tão importante para desenvolvimento posterior da música barroca.

E no campo das artes plásticas podemos lembrar que o flamengo Hugo van der Memling era encarregado de pintar o retábulo Portinari, enquanto Has Memling era encarregado de um tema constante na arte de Florença: o Juízo Final; os retratos flamengos, sobretudo os de Rogier van der Weyden, eram muito admirados e imitados na Itália; se o italiano Antonello da Messina introduziu a pintura a óleo na península, foi por ter se formado na Flandres; deste modo, grandes artistas como Filippino Lippi, Ghirlandaio, Botticelli, Pollaiulo e o próprio Leonardo da Vinci estiveram sob o influxo poderoso da pintura flamenga.

Como da Vinci aprendeu a desenhar


Sabemos, por intermédio do primeiro biógrafo oficial, Vasari, que Leonardo, tornado famoso no ateliê de seu mestre Verrocchio, foi encarregado de pintar uma cortina de cambraia dourada e entremeada de seda, um presente para o rei de Portugal, figurando a expulsão do primeiro homem e da primeira mulher do paraíso terrestre; o artistas desenhou um prado de traços tão finos e enfeitado por flores tão delicadas, os traços de seu pincel são de tal modo habilidosos, que o biógrafo não contém sua admiração, e duvida com legitimidade que se possa encontrar no mundo inteiro outro engenho capaz dessa façanha artística; ele afirma, aliás, que o simples contemplar do esboço já basta para desanimar qualquer possível êmulo de Leonardo; e quando este abandonou o trabalho, numa atitude típica de seu temperamento inquieto e sempre voltado para mil atividades simultâneas, a obra permaneceu como estava: apenas um esboço inacabado; mas que esboço!

Como é estimado feliz IOttaviano de Médici, por tê-lo recebido de presente de um tio de Leonardo.

Nessa mesma ocasião Leonardo pintou para o Papa Clemente VII uma de suas madonas tão originais e que hoje bastariam, sozinhas, para fazer a fortuna de um grande museu; distinguem-nas a maneira tão original, que as torna diferentes de todas as outras, formadas na tradição de Rafael, ou a Madona que Miguel Ângelo pintou para comemorar as bodas de Agnolo Doni e Madalena Strozzi, hoje na Galeria degli Ufizzi em Florença.

Vasari nos fala também de uma garrafa d'água que Leonardo desenhou, contendo flores no seu interior, e recoberta, ademais, por gotículas de orvalho; a vivacidade das flores e o cristalino da água e do orvalho transmitiam ao espectador a mais viva ilusão de realidade; e o mesmo pode ser falado acerca de um Netuno que Leonardo fez para Antonio Segni, seu amigo: conduzido num carro formado por enorme concha marinha, puxado por cavalos marinhos e orcas, e escoltado por nereidas e tritões, o deus das águas desfilava majestosamente, parecendo vivíssimo para todos os que contemplavam; via-se, atrás do carro, uma esteira de espuma em meio às águas agitadas, na qual despontavam aqui e acolá cabeças de outras divindades marinhas que também formavam o séquito; tomado de admiração pela pintura, um filho de Segni apôs-lhe adrede versos em latim nos quais ele dizia que os poetas antigos tinham apenas descrito a marcha do deus através dos seus domínios aquáticos, enquanto Leonardo enxergou de fato a divindade em meio ás ondas.

Esses anos de aprendizado foram os mais profícuos, portanto, que se possa imaginar; o grande historiador da arte  Ernst Gombrich, observa que:
Tal aprendizado teria feito de qualquer jovem talentoso um bom artistas; realmente, do bem sucedido ateliê de Verrocchio saíram destacados pintores e escultores

O que, aliás, era usual. Cada grande mestre reunia em torno de si muitos discípulos que por vezes se tornavam, eles mesmos, mestres dotados de invejável reputação.

Mas Leonardo era mais que um jovem talentoso; ele era um gênio, cuja força de espírito deverá ser por todos os tempos objeto de espanto e admiração para os mortais comuns,

conclui Gombrich.

No próximo artigo, iremos nos aprofundar na Mente e genialidade de Leonardo da Vinci.

Educação Artística de Leonardo Da Vinci

No artigo anterior, falamos das Origens de Leonardo da Vinci, onde comentamos sobre Florença e seu nascimento.

Agora, vamos entrar em mais detalhes sobre os primeiros anos do grande gênio.

Educação do artistas Leonardo da Vinci

Leonardo recebeu esmerada educação, de acordo com os ideais daquele tempo:arimética parece ter sido o campo do conhecimento no qual ele exercitou, em primeiro lugar, suas disposições extraordinárias, ocasião em que ele embaraçava seu mestre, divertindo-se enquanto apresentava-lhe dificuldades.

Este gosto pelos números e as proporções será marcante na trajetória de Leonardo.
Sob o impulso desse gosto matemático, ainda numa idade precoce nosso herói deverá tornar-se excelente geômetra e engenheiro, traçando planos de edifícios, concebendo o projeto de um canal entre Pisa e Florença, e planejando novas e sensacionais máquinas hidráulicas.

Ao mesmo tempo, já demonstrando profunda afinidade com a paisagem da crosta terrestre, Leonardo pensava em aplainar montanhas, além de mediar sobre a perfuração de corredores e labirintos subterrâneos, a limpeza de portos, a construção de gigantescas alavancas e guindastes, a drenagem dos pântanos

Num ritmo febril, que impregna sua própria biografia, seus sonhos parecem-nos ditados pela musa inspiradora de um Júlio Verne, porém de maneira ainda mais sedutora, sob a roupagem elegante da cultura humanista.

Ajuntavam-se a tanas habilidades um notável talento para a música, com destaque para execuções com a lira.

Ele também cantava divinamente, na expressão admirada de Vasari.
Não podemos olvidar que a música fascinava os renascentistas: na célebre Autobiografia de Benvenuto Cellini encontramos muitas referências à arte musical, salientando a estima em que ela era tida pelos contemporâneos.

Embora ele mesmo, com seu temperamento irrequieto, detestasse as lições, Cellini nos conta que seu pai fabricava maravilhosos instrumentos de sopro, de corda e percussão, pandeiros, violas, alaúdes, "harpas belíssimas e excelentes".

A corte florentina se deleitava ouvindo concertos ao ar livre, e ofamoso Lorenzo o Magnífico, dos Médicis, chamou compositores flamengos afim de refinar o seu próprio gosto e promover intercâmbio cultural.

  • Leonardo tinha, também, um notável talento musical, e cantava de um modo maravilhoso

Biografia de Leonardo da Vinci

No próximo texto de nosso site, vamos descobrir Onde Leonardo da Vinci aprendeu a desenhar.

As Origens de Leonardo da Vinci

Conheça onde e como foi a origem de Leonardo Da Vinci, aprendendo mais sobre a importância das cidades de Florença e Milão.

Florença e da Vinci

Florença, a capital da Toscana, veio a se tornar um grande centro comercial, financeiro, político e cultural, a partir do século XIII, obtendo rapidamente um lugar de destaque entre as cidades-estado ou repúblicas italianas daépoca.

Para lá afluíam os talentos artísticos mais renomados, na certeza de encontrar estímulo para suas produções e recompensa para seu esforço.
Em Florença, nasceram alguns dos gênios mais representativos da arte da renascença, homens cuja personalidade contribuíram de sobremaneira para a formação daquela brilhantíssima civilização que ainda hoje atrai muitos estudiosos por suas características especiais.

Em Florença, também, nasceu Leonardo da Vinci, um de seus filhos mais gloriosos, o qual, entretanto, emigrou mais tarde para Milão, outra cidade da maior importância, em busca de reconhecimento sob o patrocínio da casa nobre dos Sforza, revoluções políticas na capital da Lombardia deveriam mais tarde trazê-lo de volta a Florença.

biografia de da VInci


Origens de Leonardo

Embora pertencentes a uma nobre casa florentina, o senhor Pietro d'Antonio, escrivão, e sua amante Catarina di Cartabriga, que viviam juntos na segunda metade do século XV, talvez não tivessem deixado qualquer vestígio de sua passagem pela terra, não fosse por seu famoso filho.

Vilarejos obscuros como Empoli e Vinci, dois burgos florentinos, disputam a honra de ter dado à luz Leonardo. Educado em meio aos filhos legítimos da casa, Leonardo se tornou o favorito do pai, e revelou desde cedo uma inteligência aguda e penetrante, como sói acontecer entre crianças dessa condição.

Dotado de grande beleza física, e ademais desembaraçado e disposto à conversação, o filho de Pietro Antonio também fazia o encanto de alguns círculos sociais na capital da Toscana, o que muito contribuiu, para dar origem à lenda de sua vida.

Nós sabemos o quanto a conversação aportava de prazer aos renascentistas e aos florentinos em especial: qual é a origem da literatura de Bocaccio senão as alegres reuniões sociais nas quais as ideias eram debatidas da maneira mais alegre e entusiasmada que se possa imaginar?

Não se viu, durante uma epidemia devastadora, a fina flor da sociedade toscana esconder-se num recanto rural e promover, lá, seus encontros onde a conversação era a atividade mais importante?

Assim, Florença deverá primar, sempre, pelo valor que atribui à conversação, muito da grandeza de sua arte é devido ao manejo exímio daquela outra arte, difícil aliás.

Se afinarmos nosso ouvido, poderemos acompanhar a conversa que se desenvolvia, muitas vezes, no ambiente artístico dos estúdios, entre mestres e aprendizes, entre Ghiberti, por exemplo, e seus companheiros Donatello e Jacopo della Quercia com o mestre dos três, Brunelleschi, ou então entre Paolo Uccello e Ghiberti, e o mesmo podemos imaginar com relação a Leonardo e seu mestre Verrocchio.

Quem foi Leonardo da Vinci ?

Antes de entrarmos em detalhes mais específicos, com calma, e seguindo uma linha cronológica em nosso portal Biografia de Leonardo da Vinci, vamos traçar algumas palavras e pensamentos gerais sobre este grande homem, para sabermos melhor quem foi Leonardo Da Vinci.

É uma preparação para o que vem por aí, uma introdução para a grande mente, pessoa e espírito que iremos estudar melhor adiante.

Biografia de Leonardo da Vinci


Desvendando Leonardo Da Vinci

Poucos homens despertam tanta atenção quando Leonardo da Vinci (1452-1519). E por quê?

Sem dúvida alguma porque seu gênio floresceu de um modo extraordinário, mesmo se levamos em consideração a verdadeira plêiade de artistas fora do comum que o rodeavam.

Desdobrando-se em mil facetas diferentes, a poderosa imaginação de Leonardo deverá extrair de suas camadas mais profundas todo um mundo de realizações artísticas.

E dizemos adrede "artísticas" porque, apesar de seus esboços surpreendentemente modernos, Leonardo sempre permaneceu uma alma de artista, um espírito refinadíssimo, é verdade, e dotado de curiosidade universal, mas alguém que encontrava naquelas observações feitas diretamente, sem o intermédio de instrutores e livros, apenas u meio de satisfazer sua curiosidade algo infantil.

A mente de Leonardo nos parece demasiado original, vigorosa e despojada daquela complexidade própria dos arcabouços científicos; em suas finas observações sobre o artista, Taine disse que para Leonardo vale o dito:

"parecia saber tudo, sem ter aprendido nada"
Não se trata, porém, de u sofista, como poderia parecer à primeira vista; o fato é que ele estuda o feto em sua formação anatômica com olhos quase místicos, os mesmos olhos que deveriam enxergar aqueles misteriosos bebês, os filhos de Leda, rompendo a casca do ovo que os abrigou: durante nove meses?

Não sabemos. Leonardo não se propôs ministrar-nos lições de anatomia no estilo de Vesálio, e se descobriu a circulação do sangue antes de Harvey, foi a fim de associar o fenômeno à intensa vida interior que palpita nos seus quadros, ou quem sabe aos ciclos lunares e às potências siderais.

Estábulos projetos por Leonardo da Vinci
Estábulos construídos em Vigevano projetados por Leonardo da Vinci


Introdução à vida de Leonardo Da Vinci

Por mais que admiremos aqueles maravilhosos cadernos de esboços e projetos científicos e de engenharia traçados por Leonardo, devemos reconhecer o seu caráter essencialmente artístico; tinham razão aqueles que lamentaram a inexistência de mais quadros e painéis pintados pelo grande artista.

Por outro lado, como diz seu mais notável biógrafo, Vasari, ele poderia ter alcançado grande renome também no conhecimento da literatura antiga, tão cultivada por seus contemporâneos, não fosse por sua natureza inconstante e incapaz de firmar-se num projeto de longa duração.

Entretanto, vejamos agora um pouco de suas máquinas de guerra e de voar, repassemos em nossa memória seus experimentos diversos, acompanhemos Leonardo da Vinci atento aos seus preceitos de qualquer natureza, sejam eles técnico-científicos, sejam de arte, mas sem esquecer jamais que estamos na presença de um agênio cuja vida foi, ela mesma, transformada numa obra de arte suprema.